segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Não pode deixar de registrar aqui o aniversário dessa coisa linda uma das coisas mais lindas que Deus pode colocar na minha vida!


Hoje é o seu aniversário, espero que você tenha um dia cheio de alegrias, grandes surpresas e ganhe muitos presentes.

Hoje, neste dia especial que comemoramos o seu nascimento, espero que você esteja bastante feliz na companhia de seus amigos e de sua família.

Concerteza existem várias pessoas que gostam muito de você, e eu sou uma delas.

Hoje você vai ter a sua volta, muito amor e carinho de todas as pessoas que lhe amam.

Peço a Deus neste seu dia tão especial, que ele lhe abençoe e proteja por todos os dias de sua vida, e lhe dê muita saúde também.

Que você seja sempre alegre e sorridente, pois é assim que eu gosto de lhe ver.

Que neste seu novo ano de vida você possa ter muito mais alegrias e realize tudo o que você deseja, desde cedo aprendemos que uma das melhores satisfações que podemos ter é ver nossos sonhos realizados.

Que neste seu dia de festa, você possa se divertir muito, um beijo carinhoso nesse seu rostinho de anjo. obg minha princesa por você existir te amo do fundo da minha alma,

Feliz Aniversário! amamos demais vc minha princesa!! Maria Amanda Xavier minha boneca!!! te amoooooooooooo!!

domingo, 1 de novembro de 2009

HINO a FREI GALVÃO

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Beato da Fé

Os sinos soam chamando teu povo amado
Para um louvor de amor, procissão de esperança
Ao bandeirante da fé, santo iluminado
Filho querido, luz da "Terra das Garças Brancas"

Em cada olhar um clamor, um pedido de graça
Ou uma prece apenas para agradecer
A multidão canta alto teu nome na praça
Pois não há força maior para aquele que crê

Frei Galvão, intercede por nós
Bom irmão, cantamos por ti
Frei Galvão, teu dom foi viver em verdade

Frei Galvão, mensageiro da luz
Um cristão que o exemplo traduz
Frei Galvão, beato da fé e bondade

Em meio a essa gente está o pagador de promessas
Aquela mãe com o filho saudável no ventre
É um verdadeiro milagre em forma de prece
Que esse homem Santo inspira em toda essa gente

Santo amigo intercede por nós junto ao Pai
Nós acreditamos na força de tua oração
Pois somos fiéis na verdade que teu nome atrai
Luz no caminho que guia nossos corações.

Relíquias de Frei Galvão

(encontradas na Casa de Frei Galvão em Guaratinguetá-SP)

Diversas relíquias podem ser encontradas na casa de Frei Galvão, em Guaratinguetá.
Veja algumas:

O prato

Prato que pertenceu a Frei Galvão

Doado ao Museu Frei Galvão em 1988, pelo Comendador Francisco de Oliveira Filho, de Boituva.
A identificação da peça traz a seguinte informação: "Este prato foi retirado do serviço do Convento da Luz por Frei Galvão. Passou a pertencer ao Cônego Augusto Cavalheiro, depois ao Dr. Pedro de Toledo que foi Governador de São Paulo, no período da Revolução de 1932 e posteriormente a este doador".
No Mosteiro da Luz, em São Paulo, há uma caneca da mesma louça, que foi também de uso de Frei Galvão.

O Cordão franciscano de Frei Galvão

Cordão franciscano

Usado na cintura das senhoras prestes a dar a luz, e doado ao Museu Frei Galvão por antiga parteira. Tem a seguinte origem:
"Uma sobrinha de Frei Galvão, que se achava grávida e com risco de vida, teve a inspiração de colocar em volta de seu corpo, como remédio, o cinto franciscano de Frei Galvão.
Sem revelar o seu desejo, começou a tecer em segredo um cordão, para trocá-lo com o de seu tio frade. Chegando de surpresa a Guaratinguetá, Frei Galvão apareceu na casa da sobrinha. Trocando com ela o seu cinto, lhe disse:
"Guarda este cordão, que servirá para salvar muitas mães, nas aperturas do parto..." O estado em que se encontrava este cordão atesta o seu uso constante. Chegou a ser substituído por outro, que também já está muito usado e hoje também pertence ao acervo do Museu Frei Galvão.

A Relíquia ou "Bentinho"

Acompanha o cordão franciscano. Era colocada sob o travesseiro da parturiente ou do doente em estado grave. Em seu interior estão Pílulas de Frei Galvão, terra de Jerusalém e oração do Santo Sepulcro, além de uma prece a Nossa Senhora do Bom Parto. Ainda hoje o Museu Frei Galvão recebe pedidos de empréstimo dessa relíquia e do cordão - testemunhas de tantas dores e alegrias...

Pílulas de Frei Galvão

Pílulas de Frei Galvão

Criadas pelo frade e preparadas conforme seu ensinamento, para serem usadas por pessoas de fé, como remédio para os males do corpo e da alma.
O seu uso durante a gravidez e o parto demonstrou a preocupação do Frei com senhoras prestes a dar a luz, levando-o a ser considerado como o "patrono das parturientes".
A Pílula é considerada pela Igreja Católica como sacramental. Nela vem escrita uma jaculatória em latim, dedicada a Nossa Senhora da Imaculada Conceição: "Post Partum Virgo Inviolata Permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis" ou seja: "Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercede por nós".

Fragmento de osso e do hábito de Frei Galvão

Fragmento do osso e do hábito de Frei Galvão

Retirado durante sua exumação, no Mosteiro da Luz em São Paulo. Possui documento de autenticidade, em latim, assinado por Irmã Célia Cadorin, Postuladora da Beatificação de Frei Galvão.
Sobre essa batina, narram as crônicas do Mosteiro da Luz que "quando Frei Galvão faleceu em 23 de dezembro de 1822, a fama de sua santidade já se havia espalhado por todo o Brasil. O povo que compareceu em massa ao velório, desejoso de guardar uma relíquia sua, foi cortando pedacinhos de seu hábito, que ficou reduzido até os seus joelhos. omo ele possuísse somente aquela batina e, era alto, vestiram-lhe o hábito de outro frade, que ficou igualmente muito curto". Desse modo, foi Frei Galvão sepultado à frente da Igreja da Luz, por ele edificada. Esta relíquia também tem sua autenticação assinada por Irmã Célia Cadorin.

Terra, madeira e fragmentos do caixão de Frei Galvão

Terra e fragmentos do caixão de Frei Galvão

Retirados durante sua exumação, no início do processo de beatificação, como prova de sua existência e sepultamento naquele local.

Medalhas

Com a terra de seu sepulcro, foram preparadas para relíquia pelas Irmãs do Mosteiro da Luz.

Tecido

Tecido de Frei Galvão

Tecido que envolveu os ossos de Frei Galvão,após sua exumação e hoje transformado em relíquias.

Pedras devocionais da primeira lápide do túmulo de Frei Galvão

Lápide do túmulo

Essas pedras tiveram a mesma origem e destino da batina de Frei Galvão. Foram pouco a pouco, levadas pelos devotos, aos pedacinhos. Eram colocadas em copos com água, para uso dos enfermos. São atualmente raríssimas.

Madeira da casa de Frei Galvão

Doada por moradora da casa, da família de Lourenço Pires Barbosa que aí viveu por vários anos. Era costume antigo na cidade retirar e guardar, como relíquias, lascas das portas da casa de Frei Galvão.

Flores da Beatificação

Flores da Beatificação

Estiveram no altar da missa solene em que o Papa João Paulo II beatificou Frei Galvão no Vaticano, em Roma, na manhã de 25 de outubro de 1998.

Cruz

Junto da vitrine, na parede. Composta por tijolos da demolição da antiga capela do município, dedicada a Nossa Senhora Sant´Ana - padroeira de Frei Galvão.
A marca dos tijolos é uma cruz em relevo, idenfificando a sua procedência religiosa.

Mobília

Mobília de Frei Galvão

Composta de sofá, cadeira, poltronas e dois aparadores, do século XIX.
Pertenceu a Maria Francisca Galvão de França Alves, sobrinha de Frei Galvão. Doada ao Museu Frei Galvão pelo Orfanato Puríssimo Coração de Maria em 1972, quando da fundação do Museu.

Oratório de parede

Frei Galvão e as Pílulas. Óleo sobre madeira, do artista Luiz Rodrigues. 1999. As portas do oratório pertenceram ao nicho do Batistério da Catedral de Santo Antônio, onde o menino Antônio Galvão de França - futuro Frei Galvão, foi batizado em 1739.

Anjos da parede

Em madeira. Pertenceu à igreja do Rosário dos Pretos de Guaratinguetá, erguida no século XVIII, na época de Frei Galvão.

Anjos tocheiros

Anjos tocheiros

em gesso, do século XX. Pertenceu à igreja do Convento franciscano de Nossa Senhora das Graças de Guaratinguetá, em 1939.

Autos da Beatificação e Canonização de Frei Galvão

Reprodução dos volumes I e II, sob o título "Canonizationis Servi Dei Fr. Antonií Sancta Anna Galvão. O.F.M. Disc. Fundatoris Monasterií Sororum Conceptionistarum (Recolhimento da Luz) Positio Super Vita, Virtutibus et Fama Sanctitatis - Biografia Documentada. Romae. 1993".
Pertenceu a Maria Francisca Galvão de França Alves, sobrinha de Frei Galvão. Doada ao Museu Frei Galvão pelo Orfanato Puríssimo Coração de Maria em 1972, quando da fundação do Museu.

Casa de Frei Galvão

Desenho a bico-de-pena, de Tom Maia, com a seguinte legenda:
Monumento histórico e religioso de Guaratinguetá, a Casa de Frei Galvão é marco único no país, como local do nascimento do primeiro brasileiro que recebeu a glória dos altares, nos quinhentos anos da história do Brasil.

Mosteiro da Luz

Desenho a bico-de-pena, de Tom Maia, com a seguinte legenda:
Mosteiro da Luz, fundado e onstruído por Frei Galvão em São Paulo, para as religiosas concepcionistas, é hoje declarado pela UNESCO - Patrimônio Cultural da Humanidade.

Frei Galvão

Estampa comemorativa de sua Beatificação. Reprodução da primeira tela a óleo do Beato, datada do século XIX e de artista anônimo. Pertence ao Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro.
Pertenceu a Maria Francisca Galvão de França Alves, sobrinha de Frei Galvão. Doada ao Museu Frei Galvão pelo Orfanato Puríssimo Coração de Maria em 1972, quando da fundação do Museu.

Mesa de Frei Galvão

Mesa que serviu de púlpito

Em madeira, com uma gaveta. O documento de sua doação, manuscrito, tem o seguinte texto:
"Esta mesa serviu de púlpito para Frei Galvão nas célebres missões pregadas nos sítios e nas ruas de São Luiz do Paraitinga. Frei Galvão havia deixado o sinal de seus pés, bem visível, nesta mesa, mas o tempo apagou. A Paróquia de São Luiz oferece com muito carinho a 'mesa de Frei Galvão' ao Museu em Guaratinguetá".
O documento é assinado por Monsenhor Tarcísio de Castro Moura, Pároco de são Luiz e datado de 4 de outubro de 1989. A importância dessa mesa, usada nas missões de 1811, é tanta que ela é registrada em várias publicações do século XIX.

Frei Galvão

Imagem em gesso, de autoria de Cícero D'Avila. Procedente do Mosteiro da Luz, é igual a existente na Catedral de Santo Antônio, porém pequena. Serviu de modelo para a grande estátua de Frei Galvão, de 8 metros de altura, obra de Conteu Carmelini.

Frei Galvão

Imagem primitiva em madeira, de autoria de Pedro Alberto Faria. Feita por promessa. Doada ao Museu Frei Galvão por Luiz Henrique Teberga Galvão, em 1998, para a exposição comemorativa da Beatificação de Frei Galvão, no Museu Frei Galvão.

Coleção de Fatos e Milagres de Frei Galvão

Coleção de telas de Frei Galvão

Com telas, legendas explicativas e os seguintes títulos: A Caridade (Frei Galvão menino); O milagre de Potunduva (bilocação de Frei Galvão); Frei Galvão - arquiteto e operário (construção do Mosteiro da Luz); O dom da ubiquidade; O dom da levitação; O cordão (exposto entre as relíquias); A tempestade (fato ocorrido no largo da Matriz em Guaratinguetá e em Roma, na beatificação); O frango do diabo (fato da tradição popular); O milagre de Daniela (milagre escolhido para a beatificação de Frei Galvão). As telas a óleo, são de autoria de Alex Tavares e datadas de 1999.

Bíblia Sagrada das Famílias

Bíblia Sagrada das Famílias

Com ilustrações e rica encadernação. Traz nas páginas 775 e 776 a biografia de Frei Galvão. Editada em Chapecó-SC, em homenagem à visita do Papa João Paulo II ao Brasil, em 1998.

Frei Galvão Missionário

Tela de Alex Tavares, doada ao Museu Frei Galvão, em 1998, para a exposição comemorativa de sua beatificação.

Ferragens

Ferragens da antiga Casa de Frei Galvão

Doação de fechaduras, chaves, cravos, trincos, ganchos, cadeados e dobradiças substituídas na reconstrução da Casa de Frei Galvão.

Escada de Frei Galvão

Escada da Casa de Frei Galvão

Na saída da Sala de Relíquias, com o seguinte texto: "Esta casa á anterior a 1739, ano em que nela nasceu Frei Galvão". A edificação original em taipa e pau-a-pique, foi recontruída em 1989. Neste espaço estão as pedras do piso primitivo, que Frei Galvão percorreu até se tornar franciscano. Considerado santo ainda em vida, Frei Galvão foi beatificado pelo Vaticano em 25 de outubro de 1998, com o título de "Homem da Paz e da Caridade".


Notas

Pesquisas sobre a vida e obra de Frei Galvão podem ser realizadas, de 2ª a 6ª feira no Museu frei Galvão, que possui rica bibliografia sobre o assunto. No local há uma Galeria de Arte sobre Frei Galvão, com telas assinadas por artistas locais.
Visitas à Sala de Relíquias e ao Museu Frei Galvão podem ser marcadas pelo telefone: (+55) (0xx12) 3122.3674 ou pelo telefax (+55) (0xx12) 3132.3022

Os Dons de Frei Galvão

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Por causa do imenso amor e caridade de seu Servo, Deus o agraciou com
diversos dons, dos quais jamais serviu-se em interesse próprio,ao contrário, sempre os colocou a serviço da misericórdia divina. Todos os casos narrados foram devidamente comprovados por documentos.

São eles:

Bilocação (estar em mais de um lugar ao mesmo tempo), telepatia (transmissão ou comunicação de pensamento e sensações, a distância entre duas ou mais pessoas), premonição (sensação ou advertência antecipada do que vai acontecer), clarividência (vê o que está para acontecer), levitação (erguer-se acima do solo) e telepercepção (adquirir conhecimento de fatos ocorridos a grandes distâncias).

Relatamos a seguir alguns casos. Àqueles que se interessarem por mais detalhes da vida de nosso querido “padre santo” devem procurar na Editora Santuário o livro “Frei Galvão: O frade menor que São Paulo aprisionou”, de autoria de Frei Carmelo Surian:

Bilocação
Pelo que consta, o fato ocorreu por volta de 1810, às margens do rio Tietê, no distrito de Potunduva (Airosa Galvao) municipio de Jaú, próximo à Pederneiras e Bauru. Manuel Portes, capataz de uma expedição de vinha de Cuiabá, homem de temperamento instável, castigou severamente o caboclo Apolinário por indisciplina. Ao notar o capataz distraído, o caboclo, por vingança, o atacou pelas costas com um enorme facão, e fugiu.

Sentindo que a vida abandonava-lhe o corpo, Manuel Portes, no auge de desespero pôs-se a gritar: “Meu Deus, eu morro sem confissão! Senhor Santo Antônio, pedi por mim! Dai-me confessor! Vinde, Frei Galvão, assistir-me! Eis que então alguém gritou, avisando que um frade se aproximava, e todos identificaram Frei Galvão. Assim contaram as testemunhas: “aproximou-se o querido sacerdote, afastou com um gesto dos espectadores da trágica cena, abaixou-se, sentou-se, pôs a cabeça de Portes sobre o colo e falou-lhe em voz baixa, encostando-lhe depois o ouvido aos lábios. Ficou assim alguns instantes, findo os quais abençoou o expirante. Levantou-se, então, fez um gesto de adeus e afastou-se de modo tão misterioso quanto aparecera”. Afirma-se que naquele instante Frei Galvão encontrava-se em São Paulo, pregando. Interrompeu-se, pediu uma Ave-Maria por um morimbundo e, acabada a oração, prosseguiu a pregação.

Há outros casos semelhantes, principalmente relatos de socorro de Frei Galvão aos moribundos.

Telepatia
Em uma cidade Frei Galvão era conduzido em uma cadeirinha coberta. Uma senhora, através de sua janela de rótulas (madeiras cruzadas), vê a cadeirinha, em que sabe, está o “santo frade”. E ela, sucumbida pelas amarguras da vida, soluçando, pensa consigo: “Ah, se Frei Galvão se lembrasse de mim, se ao menos me desse sua benção”. No mesmo instante Frei Galvão levanta as cortinas da cadeirinha, debruça-se para fora, em direção daquela janela, e sorridente, abençoa a senhora, atrás das rótulas. E os que presenciaram o fato, afirmaram que o franciscano não tinha a menor possibilidade de ver aquela senhora, porque era conduzido pelo lado oposto da rua.

Premonição
Em todas as vilas e cidades por onde passava, a pedido dos párocos, Frei Galvão pregava. Por vezes era tão numeroso o auditório que, não o contendo dentro da igreja, era preciso pregar ao ar livre. Em Guaratinguetá ocorreu um fato extraordinário: o sermão havia começado, quando se forma uma grande tempestade; a chuva desaba, e quando viram que ela chegava ao largo, onde se encontravam, quiseram se retirar. Frei Galvão, porém, lhes disse que fiquem pois nada sofrerão. De fato, a chuva não caiu sobre o Largo.

Outra narração impressionante:

O seguinte testemunho foi do Dr. Afonso d’Escragnole Taunay: “Um cavaleiro que passava alta madrugada por São Paulo viu Frei Galvão sentado à soleira de entrada de uma casa. Ofereceu-lhe o cavalo, propondo-se a acompanha-lo até o Recolhimento, fazendo-se ver que ele se arriscava a adoecer, imobilizado, como estava, sob tão áspera temperatura e sob garoa. Frei Galvão agradeceu a oferta, porém não aceitou, argumentando que precisava demorar-se aonde estava, tendo para tanto motivos fortes. O cavaleiro não insistiu e seguiu viagem. Dela voltando, soube do fato que impressionara muito a cidade, e fê-lo estremecer: na manhã seguinte ao encontro com Frei foi achado morto em sua própria casa, um homem rico que vivia solitário, avarento e agiota. Era exatamente o morador do prédio em cuja soleira estava “Frei Galvão”.

Clarividência
Uma menina foi levada à presença de Frei Galvão. No decorrer da conversa, perguntou à ela sobre o que desejava ser. Respondeu que queria ser freira. Frei Antonio a abençoou com carinho e profeticamente lhe confirma a vocação. De fato, aos 19 anos ela ingressa em um Convento.

Levitação
No Mosteiro da Luz há viários testemunhos sobre a capacidade de Frei Galvão tinha de levitar. Dentre eles, há o relato de uma senhora nos seguintes têrmos: caminhando em plena rua, pôde observar o Frade que se aproximava todo recolhido. Ao se cruzarem, ela exclamou, espantada: “Senhor Padre, vossemecê anda sem pisar no chão?” E o Frei sorriu, saudou e seguiu diante.

Telepercepção
Antigamente, quando os sinos badalavam fora de horário de reza, a comunidade se reunia pois sabia que algo de extraordinário acontecera. Certo dia, os sinos do Mosteiro tocaram e a população atendeu a convocação. Frei Galvão, então já bem idoso, anunciou: “Rebentou em Portugal uma revolução” (talvez a de 1820). E relatou detalhes como se estivesse assistindo a tudo pessoalmente. Semanas depois, chegaram notícias confirmando as visões de Frei Galvão.


Milagres Os fiéis e a chuva


Aconteceu em Guaratinguetá. Frei Galvão apenas iniciava seu sermão quando se formou grande tempestade. Quando viram que a tormenta desabava, muitos fiéis pensaram em se retirar. Lendo seus pensamentos, Frei Galvão lhes disse que ficassem, pois que nada sofreriam. De fato, o temporal que assolou a cidade não caiu sobre o Largo da Matriz, onde todos “puderam acabar de ouvir a prática que, como sempre, produziu grandes frutos para as almas”.

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O milagre de Potunduva

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Foi por volta de 1810. O Capataz de uma monção que vinha de Cuibabá, “abicada à noitinha em Potunduva, à margem do Tietê” (município de Jaú), Manoel Portes, que havia chicoetado um membro de sua flotilha, foi por este mortalmente apunhalado.
Sentido-se perdido, invocou por Frei Galvão, para se confessar, tendo as tripulações, atônitas, presenciado a chegada do frade àquele local deserto. Aproximandos-se do agonizante, ouviu as suas últimas palavras, absolveu-o e desapareceu de relance, deixando estarrecidos a todos. Nesse mesmo momento, Frei Galvão, que pregava numa igreja, em São Paulo, interrompera a prática, para pedir á assistência que com ele orasse pela salvação da alma de um cristão que, longe dali, estava agonizando. Uma capela memoriza esse episódio, sendo um centro de devoção a Frei Galvão.


sábado, 31 de outubro de 2009

Milagres

O lenço
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Os familiares de um senhor, que adoecera gravemente em Taubaté, lembraram-no de que deveria se confessar, preparando-se “para fazer a viagem à outra vida”. Informados por ele de que já se havia confessado com Frei Galvão, riram-se todos, pois o santo frade não se encontrava naquela ocasião em Taubaté. Como o caso urgisse, dada a gravidade da doença, insistiram em suas confissão. O doente tirou, então, de sob o travesseiro um lenço, que pertencia a Frei Galvão, e que o frade havia esquecido sobre sua cama durante a confissão. Ninguém duvidou mais da presença do Frade, “pois o seu dom de bilocação já era notório em toda a Capitania de São Paulo”.
Por gratidão a Frei Galvão, podem ser encontrados inúmeros “Galvão de promessa”. Trata-se de pessoas que, em seu batismo e em seu registro de nascimento, recebem dois pais esse sobrenome, como pagamento de promessa por graças alcançadas.



O frango do diabo

O frango do diabo
Residia em Itu um escravo liberto que, ficando doente, fez promessa de levar a Frei Galvão “uma vara de frangos” caso sarasse, o que de fato aconteceu. Por essa razão, amarrando as aves em uma vara, pôs-se a caminho. Aconteceu que ao meio da jornada três frangos lhe escaparam. Recolhei facilmente dois. O terceiro, um “carijó”, fugiu velozmente, irritando o velho, que gritou impaciente: volta aqui, frango do diabo! Nesse momento, entrando em uma moita de espinhos, o frango se deixou apanhar. Após a caminhada, o liberto foi alegremente entregar seu presente ao Frade, que aceitou todas as aves, menos a “carijó”: - Porquê este frango, já o deste ao diabo! – disse-lhe ele
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Milagre da Canonização - Sandra (1999)

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Milagre da beatificação - Daniela (1990)

Milagre da beatificação - Daniela (1990)
Aconteceu em 1990 em São Paulo, com a menina Daniela, que aos 4 anos de idade teve complicações bronco-pulmonares e crises convulsivas.
Foi então internada na UTI do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, com diagnóstico de encefalopatia hepática por consequência da hepatite causada pelo vírus A, insuficiência hepática grave, insuficiência renal aguda, intoxicação por causa de metocloropramida e hipertensão.
Os sintomas acima a levaram a uma parada cardio-respiratória que evoluiu com epistaxe, sangramento gengival, hematúria, ascite, broncopneumonia, parotidite bilateral, faringite, e mais duas infecções hospitalares.
Após 13 dias de UTI, os familiares, amigos, vizinhos e religiosas do Mosteiro da Luz rezaram e deram a menina as pílulas de Frei Galvão. Em 13 de junho de 1990, a menina Daniela deixou a UTI e, em 21 de junho teve alta do hospital considerada curada.
O pediatra que a acompanhou atestou perante o Tribunal Eclesiástico que: "atribuo à intervenção divina, não só a cura da doença, mas a recuperação total dela".


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Milagres

A mulher grávida
Em uma fazenda, distante léguas de São Paulo, uma mulher, gravemente enferma em melindroso parto, clamava por Frei Galvão. Seu marido acorreu ao Mosteiro da Luz, à procura do Frade, que se achava, no entanto, de viagem ao Rio de Janeiro. Retornando à fazenda, ele se surpreendeu ao encontrar a esposa livre de todo perigo, estando muito grata à Frei Galvão que, durante a noite, a tinha ouvido em confissão, abençoando a seguir a água de um copo, que ela bebeu, o que foi o bastante para que se normalizasse seu estado. O homem partiu então para o Rio de Janeiro para agradecer ao Frade. Lá, foi informado pelo Guardião do Convento que “Frei Galvão não arredou pé daqui”. Interrogado a respeito, Frei Galvão respondeu: “Como se deu, não sei; mas a verdade é que naquela noite lá estive”.

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Canonização

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Canonização

CANONIZAÇÃO - Frei Galvão foi Canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, durante a visita do pontífice ao Brasil. A comprovação oficial e o anúncio foi feito em 16 de dezembro de 2006.
Trata-se do caso da Sra Sandra Grossi de Almeida e de seu filho Enzo de Almeida Gallafassi, da cidade de São Paulo-SP, hoje residentes em Brasília-DF, Brasil.
A Sra Sandra já havia sofrido três outros abortos espontâneos, devido a malformação do seu útero, que tornara impossível levar a termo qualquer gravidez.
Em maio de 1999, Sandra ficou novamente grávida e sabia que a qualquer momento poderia ter uma hemorragia e morrer.
Apesar do prognóstico médico ser de provável interrupção da gravidez ou de que esta chegasse, no máximo, ao quinto mês, a gestação evoluiu normalmente até a trigésima segunda semana da gestação.
Por ser caso alto risco, foi decidido parto por cesariana em 11/12/1999, pois exames comprovavam problemas ma, o parto não teve nenhuma complicação.
A criança nasceu pesando 1.995 gr. e medindo 0,42 cm, mas apresentou problemas respiratórios gravíssimos. Foi "entubada", porém teve uma evolução positiva muito rápida e foi "extubada" bo dia seguinte. Recebeu alta hospitalar dia 19/12/1999.

O êxito favorável deste caso raro foi atribuido a intercessão do Beato Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, que foi desde o início e durante toda a gravidez invocado pela família com muita oração e por Sandra, que além das novenas contínuas que fez, tomou também as "Pílulas de Frei Galvão" com fé e com a certeza de sua ajuda

Realizado o processo diocesano, os Peritos Médicos da Congregação das Causas dos Santos, aprovaram, por unanimidade, o fato como "cientificamente inexplicável no seu conjunto, segundo os atuais conhecimentos científicos".
Finalmente, o Santo Padre Bento XVI depois de conhecer o fato, autorizou no dia 16/12/2006, a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto, a respeito do milagre atribuído à intercessão do Beato Frei Antônio de Sant'Anna Galvão.
O nome do primeiro santo brasileiro ficou Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, conhecido comumente como São Frei Galvão.

Beatificação

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Beatificação

BEATIFICAÇÃO - Em 1998, Frei Galvão foi beatificado pelo Papa João Paulo II, dele recebendo os títulos de Homem da Paz e da Caridade e de Patrono da Construção Civil no Brasil. De seu processo de beatificação constam 27.800 graças documentadas, além de outras consideradas milagre.
Aconteceu em 1990 em São Paulo, com a menina Daniela, que aos 4 anos de idade teve complicações bronco-pulmonares e crises convulsivas. Foi então internada na UTI do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, com diagnóstico de encefalopatia hepática por consequência da hepatite causada pelo vírus A, insuficiência hepática grave, insuficiência renal aguda, intoxicação por causa de metocloropramida e hipertensão. Os sintomas acima a levaram a uma parada cardio-respiratória que evoluiu com epistaxe, sangramento gengival, hematúria, ascite, broncopneumonia, parotidite bilateral, faringite, e mais duas infecções hospitalares.
Após 13 dias de UTI, os familiares, amigos, vizinhos e religiosas do Mosteiro da Luz rezaram e deram a menina as pílulas de Frei Galvão. Em 13 de junho de 1990, a menina Daniela deixou a UTI e, em 21 de junho teve alta do hospital considerada curada. O pediatra que a acompanhou atestou perante o Tribunal Eclesiástico que: "atribuo à intervenção divina, não só a cura da doença, mas a recuperação total dela".
Frei Galvão foi beatificado em 25 de outubro de 1998.
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Fachada da Igreja de Frei Galvão (Guaratingueta)


Altar da Igreja Frei Galvão (Guaratingueta)

"O Convento da Luz e sua atmosfera espiritual sutil e envolvente", cujo fundador foi Frei Antônio de Sant'Ana Galvão

A casa onde nasceu Frei Antônio de Sant`Ana Galvão

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A casa onde nasceu Frei Antônio de Sant`Ana Galvão, em 1739, foi reconstruída por iniciativa particular em 1989 por motivo da comemoração dos 250 anos de seu nascimento. O material da reconstrução foi reaproveitado a partir do original. A casa é tombada pelo município, por seu valor histórico e por sua arquitetura que conserva o estilo colonial da época. Hoje é habitada por uma das herdeiras de Frei Galvão, e não esta aberta à visitação. Está localizada no centro da cidade ao lado do Solar Rangel de Camargo e próximo da Catedral de Santo Antônio.

primeiro brasileiro a ser beatificado: Frei Galvão

Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, fundador do Mosteiro da Luz, na capital http://www.portaldoo.com.br/entidade/religiosa/arqudisp/image/frei.jpgpaulista, nascido em Guaratinguetá em 1739, e falecido em São Paulo em 1822.

O novo bem-aventurado já foi chamado, numa biografia clássica que lhe dedicou uma freira do Mosteiro da Luz (2), “Bandeirante de Cristo”. Seria difícil atribuir-lhe uma designação mais adequada, tendo em vista sua gigantesca estatura moral.

A expansão dos bandeirantes paulistas pelo interior do continente sul-americano tem certa analogia com a dos navegadores portugueses pelos mares de todo o mundo. Foi, de certa forma, em local e em circunstâncias diferentes, a continuação dela.

A população paulistana foi sempre muito pequena nos tempos das Bandeiras. Somente em fins do século XVIII ela atingiu a casa das 10 mil almas. A vila e depois a cidade de São Paulo era, no entanto, sede administrativa de uma capitania que compreendia os atuais Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Se mais mundo houvera, lá chegara", disse Camões do navegador luso; "se mais sertão houvera, lá chegara", poderíamos dizer do bandeirante.

Esta introdução é necessária para se compreender o contexto em que nasceu e se criou o Beato Frei Galvão. Descendente de bandeirantes, pertenceu ele também à mesma "raça de gigantes". Foi um bandeirante que aplicou sua grandeza de ânimo e seu valor excepcional não na exploração de sertões, na descoberta de minas e na fundação de cidades, mas na conquista de algo muito mais nobre e elevado: a santidade.

Nasceu Antônio Galvão de França -- o futuro Frei Antônio de Sant'Anna Galvão – em 1739, na vila de Guaratinguetá, filho legítimo de outro Antônio Galvão de França, Capitão-Mor da mesma vila e natural de Faro, no extremo sul de Portugal, e de Dona Isabel Leite de Barros, paulista de Pindamonhangaba.

O pai do novo bem-aventurado pertencia por certo a uma família ilustre no Reino. Sua escrita revela que tivera educação acurada e os talentos que revelou no comércio, na milícia e na administração pública, mostram que era homem de projeção, com qualidades muito acima da média.

Casa onde nasceu Frei Galvão, em Guaratinguetá

Da. Isabel Leite de Barros era filha do Capitão Gaspar Corrêa Leite e de Da. Maria Leite Pedroso, descendendo por ambos os lados dos mais antigos e tradicionais troncos paulistas. O famoso Fernão Dias Paes Leme, o Governador das Esmeraldas, era trisavô do Beato, por linha feminina.

Dos filhos do casal, Frei Galvão era o quarto. Três morreram ainda crianças e os outros sete casaram e deixaram larga descendência.

Como desde cedo revelou tendência para a vida religiosa, aos 13 anos de idade partiu para estudar na Bahia, no Seminário de Belém, que a Companhia de Jesus mantinha a 130 km de Salvador. Lá permaneceu cerca de cinco anos. Recebeu formação das mais sólidas, porque sempre foi conhecido, em São Paulo, como excelente latinista e possuidor de ótima base humanística.

Fez seu noviciado no Convento franciscano de São Boaventura de Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Na vida religiosa, adotou o nome de Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, como sinal de devoção à Mãe da Santíssima Virgem. Santa Ana era a padroeira da família Galvão de França.

Ordenação sacerdotal anterior aos estudos eclesiásticos

Pintura a óleo de Frei Galvão (1946) - Anádia Quissak Figueiredo, Museu Frei Galvão, Guaratinguetá

Foi ordenado sacerdote ainda antes de cursar regularmente Filosofia e Teologia, em caráter excepcional -- o que depõe, obviamente, em favor de sua ótima formação cultural e, sobretudo, da confiança que os superiores manifestavam em suas virtudes.

Após a ordenação, realizada em 1762, foi enviado para São Paulo, onde passou alguns anos aplicado aos estudos de Filosofia e Teologia. Em 1768, já concluídos os estudos regulamentares, foi nomeado, pelo Capítulo provincial de sua Ordem, Pregador, Confessor de Seculares e Porteiro do Convento de São Francisco, em São Paulo.

A partir daí, e sempre andando a pé, estendeu suas atividades apostólicas muito além da cidade de São Paulo. Sorocaba, Porto Feliz, Itu, Parnaíba, Indaiatuba, Mogi das Cruzes, Paraitinga, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, foram marcadas por sua presença e edificadas por seus sermões, assim como pelo bom exemplo de suas virtudes.











Vitral que se encontra na Catedral de Santo Antonio de Guaratinguetá, onde o novo Beato foi batizado

Por volta de 1770, Frei Galvão assumiu o cargo de confessor do Recolhimento de Santa Teresa, também na capital paulista. Lá conheceu Irmã Helena Maria do Sacramento, alma privilegiada que representaria, a partir daí, papel fundamental em sua vida e em suas tarefas apostólicas.

Irmã Helena nascera em 1736 na região de Paranapanema, filha de Francisco Calaça e Maria Leme. Havia já muitos anos que levava vida religiosa austera no Recolhimento de Santa Teresa, quando recebeu mensagens sobrenaturais de Nosso Senhor, ordenando-lhe que fundasse um novo Recolhimento em São Paulo. Confiou essa ordem ao confessor, pedindo sua orientação.

Frei Galvão, equilibrado e prudente, não se apressou a dar sua aprovação ao projeto da recolhida. Examinou com todo o cuidado as circunstâncias em que se havia dado a comunicação sobrenatural, analisou a psicologia da religiosa, recomendou a ela que tivesse muito cuidado para evitar enganos do demônio em matéria tão delicada. Mas, tudo bem ponderado, formou o juízo de que a Irmã Helena era realmente inspirada por Deus no seu desígnio.

Não confiando em seu discernimento, ainda quis consultar sobre o caso outros eclesiásticos conhecidos por sua sabedoria e ciência. Todos unanimemente concordaram com o juízo favorável que Frei Galvão formara.

Fundação do convento contra proibição de ministro anticlerical

Azulejo representando o Mosteiro da Luz, existente no vestíbulo de entrada do mesmo

Entretanto, o que Nosso Senhor queria da Irmã Helena parecia impossível. Com efeito, o governo do ímpio Marquês de Pombal, então ministro todo-poderoso de D. José I, proibia terminantemente a fundação de novos conventos em todos os domínios de Portugal.

Se a vontade de Deus era clara, a religiosa acabaria por triunfar. Irmã Helena não recuou diante dos obstáculos aparentemente intransponíveis, e da mesma forma procedeu seu confessor, que a partir daí empenhou-se pessoalmente na fundação, a ponto de ter feito dela a grande obra de sua vida.

O Cônego Antonio de Toledo Lara, que então governava o Bispado por estar vacante a Sé, mostrou-se favorável à iniciativa.

Decisivo foi o apoio dado pelo nobre e piedoso Governador, D. Luiz Antonio de Souza Botelho e Mourão, o Morgado de Mateus.

O Morgado pertencia a uma antiga família fidalga de Trás-os-Montes, a qual tinha como devoções particulares Nossa Senhora dos Prazeres e o Santíssimo Sacramento. Chegado a São Paulo, D. Luiz Antonio mandara restaurar uma antiga ermida dedicada a Nossa Senhora da Luz, que existia nos Campos do Guaré (atual Bairro da Luz), e pretendia consagrá-la às duas aludidas devoções.




Telha que data da época da fundação do Mosteiro da Luz- Museu Frei Galvão, Guaratinguetá

Essa ermida fora edificada em 1603 por um piedoso povoador de São Paulo, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, de nome Domingos Luiz, conhecido pela alcunha de "o Carvoeiro" (3). Em redor da capela viveram eremitas, ao longo de todo o século XVII e nas três primeiras décadas do século XVIII. Depois, a capela foi sendo relegada ao abandono, até que a restaurou o nobre Morgado de Mateus, com a finalidade de a consagrar ao culto de Nossa Senhora dos Prazeres e de nela instituir adoração perpétua do Santíssimo Sacramento.

Autorizada por Frei Galvão, a Irmã Helena escreveu, em novembro de 1773, uma carta reservada ao Governador, expondo seus planos e pedindo apoio. No mês seguinte o Governador respondeu, concedendo seu beneplácito e comprometendo-se a arcar com todos os gastos da instalação, mediante algumas condições: que no recolhimento houvesse Laus perenne (louvor perene) ao Santíssimo Sacramento; que a padroeira dele fosse Nossa Senhora sob o título dos Prazeres; que nele se rezasse pela salvação eterna dele e de sua família, e para que sempre procedesse com acerto no serviço de Deus, do Rei, e do Povo pelo qual tinha responsabilidades.

D. Luiz Antonio viu, na instituição do Recolhimento, um meio de realizar seus planos pessoais, com relação às duas devoções de sua família. E procurou habilmente conciliar seus planos com os da Irmã Helena.

Maior habilidade ainda mostraria mais tarde na forma de comunicar ao governo pombalino a notícia de que algumas senhoras de São Paulo se tinham reunido para viver numa casa de retiro, como se fossem religiosas. Não se tratava de vida religiosa propriamente dita, já que as senhoras não tinham votos e poderiam, quando quisessem, retornar às suas famílias.




Astúcia do Governador salva o convento

Aspecto do exterior do Mosteiro da Luz, na capital paulista

Essa comunicação, D. Luiz Antonio a fez a posteriori, de passagem, num relatório oficial, em meio a outros muitos assuntos de governo. Quando chegou de Lisboa a resposta ao relatório, nenhuma palavra havia sobre o Recolhimento... Era precisamente o que o Governador esperava: tacitamente, estava confirmada por Lisboa a autorização que ele dera.

Já antes dessa confirmação, Irmã Helena, que passou a usar o nome de Madre Helena Maria do Espírito Santo, juntamente com oito jovens, se haviam recolhido à ermida da Luz, no dia 2 de fevereiro de 1774.

A idéia inicial de Madre Helena é que vivessem segundo a regra de Santa Teresa. Mas, como já havia outro Recolhimento carmelita na cidade, o novo Bispo, o franciscano Dom Frei Manoel da Ressurreição, que chegou a São Paulo em março de 1774, preferiu que seguissem a espiritualidade da Ordem Concepcionista, ao que elas acederam de boa vontade.

O Morgado de Mateus providenciou também a doação para o Recolhimento, pela Câmara Municipal de São Paulo, de amplos terrenos nos arredores da ermida. E instituiu, com a finalidade de promover com esplendor a festa de Nossa Senhora dos Prazeres, a Irmandade da Nobreza, a qual seria constituída pelos Governadores e congregaria os membros do governo e os militares de mais alta patente da Capitania. Essa irmandade, cuja alta função social foi salientada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira (4), perdurou até 1890.

Um ano após a instalação do Recolhimento, em fevereiro de 1775, as recolhidas, que viviam em grande pobreza e na maior austeridade, tiveram a tristeza de perder sua fundadora, falecida em odor de santidade. Foi um duro golpe para a comunidade que ainda dava seus primeiros passos.

Mais duro ainda foi o golpe que sofreu em junho do mesmo ano.

O Morgado de Mateus, protetor do Recolhimento, concluiu seu fecundo governo em São Paulo e foi substituído por Martim Lopes de Saldanha -- que, contrariamente a seu antecessor, deixou péssima recordação na história de São Paulo.

Um dos primeiros atos do novo Governador -- ao que parece inimigo pessoal do Morgado de Mateus -- foi exigir do Bispo que fechasse o Recolhimento.

O Prelado teve a fraqueza de ceder, e no dia 29 de junho, Festa de São Pedro, Frei Galvão, obedecendo à ordem episcopal, celebrou Missa na Ermida, distribuiu a Santa Comunhão às religiosas e demais presentes, e depois, com uma tranqüilidade de ânimo que demonstrava o extremo domínio que tinha sobre si mesmo, anunciou às recolhidas que o estabelecimento, por ordem superior, deveria ser fechado, podendo elas se retirar para as casas de suas famílias.

Resignação e resistência heróica dentro da obediência

Cinto que pertenceu a Frei Galvão - Museu Frei Galvão, Guaratinguetá

O respeito às autoridades constituídas, ainda quando ordenam algo que nos desagrada, é característica da verdadeira santidade. Nenhuma murmuração, nenhuma palavra de revolta ouviram as religiosas daquele varão que via, de um momento para o outro, ser injusta e arbitrariamente destruída a obra a que se dedicara com tanto ardor.

Passou-se então, naquele local, uma das mais belas páginas da história paulista: com exceção de três que saíram, todas as outras sete religiosas resolveram, heroicamente, ficar dentro do Recolhimento fechado (a ordem fora fechá-lo, não fora abandoná-lo...), à espera de uma intervenção da Providência. Ali permaneceram mais de um mês, em sublime resistência, entre privações sem nome e também -- foi a contrapartida da Providência -- sendo prodigiosamente mantidas por Ela:

As Crônicas do Mosteiro registram esses heróicos tempos:

"Foram imensos os trabalhos, fomes e misérias que passaram aquelas que com uma constância heróica se resolveram a ficar .... Comiam sem farinha, sem sal, inteiramente entregues à Providência, pois até as pessoas da cidade que faziam algumas esmolas ao Recolhimento ignoravam que elas existissem mais ali, crendo que todas tinham saído, pois viam todas as portas fechadas, e nenhum sinal de existir ali criatura viva.

"Deus, porém, cuja Providência vela especialmente sobre aqueles que O servem com constância, manifestou então seu amor, sustentando-as com a sua graça, e dispensando alguns milagres, entre os quais referiremos dois mais especiais.

"O primeiro foi que, tendo estado o tempo seco por alguns dias e faltando portanto inteiramente água, num dia sereno e claro, resolveram-se as Religiosas a implorar a clemência divina, e reunindo-se no Coro, começaram a orar com fervor; imediatamente cobriu-se o céu de nuvens, começou a trovejar, caiu uma pancada de água, quanto era necessário para encher as talhas e mais vasos que havia na casa, e logo que estes foram cheios, cessou a chuva.

"Outro foi que, havendo na casa um pé de morangas, o qual continuamente era despojado das folhas tenras e grelos que brotavam, em razão da grande fome e falta de outros alimentos, não obstante isto prosperou, e estendeu-se tanto, e no tempo próprio produziu tanta abundância de frutos, que as Religiosas não podendo dar consumo a todos .... até viram-se na necessidade de deixar apodrecer grande parte das morangas.

"Porém Deus Nosso Senhor não as deixou por muito tempo neste abandono, pois tendo o Exmo. Sr. Bispo restituído as coisas ao antigo estado, o novo estabelecimento começou a prosperar" (5).

Socorro da Providência Divina: apoio do Vice-Rei

Placa comemorativa do bicentenário do nascimento do novo Bem-aventurado (31-12-1939)

Afinal, chegam do Rio de Janeiro cartas do Vice-Rei Marquês do Lavradio, sob cuja autoridade estava o Governador de São Paulo. O Vice-Rei, ao qual Martim Lopes comunicara ter mandado fechar o recolhimento irregularmente permitido pela administração anterior, não o apoiou, mas pelo contrário o censurou e deu ordem para que deixasse as recolhidas em paz.

Certa vez Martim Lopes condenou à morte, injustamente, um soldado. A injustiça da condenação era flagrante, e o Beato uniu sua voz à de inúmeras outras pessoas que defendiam o acusado. Sem embargo disso, Martim Lopes fez executar sua sentença e condenou o Beato à pena de exílio: deu-lhe ordem de que partisse imediatamente para o Rio de Janeiro.

O Beato, sempre respeitoso das autoridades constituídas, obedeceu e pôs-se a caminho. Mas, nem bem se afastara da cidade quando recebeu aviso de que podia voltar, pois o Governador cancelara a arbitrária ordem. Na realidade, o que acontecera é que a população de São Paulo, revoltada pelo fato de estar sendo expulso o religioso que todos admiravam como santo, cercara ameaçadoramente a residência do Governador e o obrigara a, mais uma vez, voltar atrás.

Desde a partida de Martim Lopes, ocorrida em 1782, nunca mais o Mosteiro da Luz e seu egrégio fundador sofreram qualquer espécie de dificuldades por parte do poder público.

O Beato pôde, então, consagrar-se por inteiro a duas tarefas ingentes. Em primeiro lugar, a de formar na virtude e na piedade as religiosas da Luz, dando-lhes um estatuto de vida que, com algumas adaptações, elas seguiram até 1929, quando finalmente, após um processo canônico, o Recolhimento da Luz foi regularmente incorporado à Ordem Concepcionista.

Frei Galvão: engenheiro, mestre de obras e trabalhador manual

Lápide da sepultura do novo Beato, capela do Mosteiro da Luz. Sobre ela, a frase latina: "Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e diretor deste Mosteiro, tendo sempre em suas mãos a própria alma, placidamente dormiu no Senhor no dia 23 de dezembro de 1822"

Outra tarefa não pequena, a que o Beato dedicou, no total, 48 anos de esforços contínuos, foi edificar a capela e o mosteiro. Desde o início as religiosas levavam sua vida consagrada em condições precárias, mas pouco a pouco o Beato foi edificando o mosteiro magnífico que ainda hoje vemos.

Nessa obra, ele foi o arquiteto, o engenheiro, o mestre de obras e, muitas vezes, o trabalhador manual. Era quem dirigia os numerosos escravos que trabalhavam na obra, aproveitando a ocasião para fazer bem às almas do pobres negros.

Quando morreu, em 1822, ainda faltava edificar a torre da capela. Mas, na minúscula cela que, com autorização de seus superiores, ele passara a ocupar no Recolhimento da Luz (sua saúde combalida já não lhe permitia, como antes, ir a pé diariamente do Convento de São Francisco, onde residia, até a Luz), deixou desenhado na parede o projeto arquitetônico que concebera para a torre.

O Mosteiro da Luz até hoje desperta admiração dos visitantes, pela beleza de suas linhas e pela solidez de sua construção. Assim o quis o Beato. Era paupérrimo em tudo o que lhe dizia respeito, como digno filho de São Francisco, e zelava para que as religiosas mantivessem o mesmo espírito de pobreza. Mas, na hora de construir a casa de Deus, não fazia economias. Queria tudo da melhor qualidade, em tudo deixava a marca de seu bom gosto.

Essas atividades, o Beato precisou conjugar com funções de alta responsabilidade na Ordem Franciscana (foi mais de uma vez Guardião, isto é, superior, de seu convento), e com o apostolado contínuo que sempre realizou em São Paulo e em muitas localidades do interior.

Dons sobrenaturais em vida – Numerosos prodígios post-mortem

Prato que foi utilizado por Frei Galvão - Museu Frei Galvão, Guaratinguetá

Foi favorecido com graças místicas extraordinárias: bilocação, levitação, etc. Era público e notório que, por privilégio divino, freqüentemente lia no segredo das consciências. Realizou curas extraordinárias, por vezes valendo-se das famosas "pílulas de Frei Galvão", que ensinou as freiras a fazer e que, até hoje, obtêm curas maravilhosas













As famosas "pílulas de Frei Galvão"

"Pílulas de Frei Galvão"

"Certo dia, Frei Galvão foi procurado por um senhor muito aflito, porque sua mulher estava em trabalho de parto e em perigo de perder a vida. Frei Galvão escreveu em três papelinhos o versículo do Ofício da Santíssima Virgem: Post partum Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis (Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós). Deu-os ao homem, que por sua vez levou-os à esposa. Apenas a mulher ingeriu os papelinhos, que Frei Galvão enrolara como uma pílula, a criança nasceu normalmente.

"Caso idêntico deu-se com um jovem que se estorcia com dores provocadas por cálculos visicais. Frei Galvão fez outras pílulas semelhantes e deu-as ao moço. Após ingerir os papelinhos, o jovem expeliu os cálculos e ficou curado.

"Esta foi a origem dos milagrosos papelinhos, que, desde então, foram muito procurados pelos devotos de Frei Galvão, e até hoje o Mosteiro fornece para as pessoas que têm fé na intercessão do Servo de Deus" (transcrito de folheto distribuído no Mosteiro da Luz).






Restos do caixão de Frei Galvão - Museu Frei Galvão, Guaratinguetá

Quando morreu, foi sepultado na capela da Luz, onde até hoje seu sepulcro é procurado por fiéis das mais diversas condições que recorrem a ele, confiantes de encontrar no admirável franciscano, agora que goza da Bem-aventurança eterna, a mesma bondade acolhedora que sempre encontraram, enquanto vivia, seus contemporâneos.

Entre 1930 e 1990, o Mosteiro da Luz recebeu relatos escritos de nada menos de 23.929 graças alcançadas pela intercessão de Frei Galvão, sendo 7028 curas, 2702 partos bem sucedidos, 332 casos de pedras de rins, 123 conversões e 13744 casos de outras graças.

O processo de beatificação, aberto em 1938, após quatro fases chega agora a seu feliz termo.

Tem início o caminho para a canonização, após a qual Frei Galvão poderá receber o culto da Igreja universal. Invoquemos com confiança o Beato, em nossas aflições e necessidades. Quem sabe, Deus não estará à espera de um pedido nosso para fazer o milagre necessário para a canonização? (6)

Notas:

(1) A família do novo Beato podia ser, com justiça, considerada integrante da chamada Nobreza da terra (Cf. Plinio Corrêa de Oliveira, Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado a à Nobreza romana, Livraria Civilização Editora, Porto, 1992, Apêndice I).

(2) Maristela, Frei Galvão -- Bandeirante de Cristo, Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, São Paulo, 2a. ed., 1978.

(3) Domingos Luiz, que devia sua alcunha ao fato de ser natural da freguesia de Santa Maria da Carvoeira, em Marinhota, Portugal, é antepassado direto do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.

(4) Cf. “Folha de S. Paulo”, 4-8-74.

(5) Crônica - 1º Tomo: 1774 a 27 de agosto de 1941 - transcrito na Biografia Documentada de Frei Galvão, Capítulo Sexto, doc. 3.

(6) Quaisquer graças obtidas devem ser comunicadas ao Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, Av. Tiradentes, 676, CEP 01102-000, São Paulo - SP).

Fontes de referência:

Este artigo é baseado quase exclusivamente na Biografia Documentada de Frei Galvão, constante do volume II da "Posição sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade utilizada em seu processo de beatificação. É documento acessível a qualquer leitor brasileiro, pois sua tradução, de autoria da Irmã Célia Cadorin, Postuladora da Causa de Beatificação de Frei Galvão, acaba de ser editada em São Paulo, pelas Edições Loyola. Está à venda no próprio Mosteiro da Luz.

Serviram também à redação dele cinco artigos que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira publicou na "Folha de S. Paulo", sobre Frei Galvão e Madre Helena Maria do Espírito Santo, fundadores do Convento da Luz, intitulados respectivamente: Não leiam ou leiam meu próximo artigo (21-7-74); A nuvem, a onça e o mancebo (28-7-74); Catástrofe, tufão e durabilidade (4-8-74); Resistência na São Paulo colonial (22-12-74) e Consagração, liberdade suprema (29-12-74).

Escravo de Maria


No Mosteiro da Luz, entre as mais preciosas relíquias de Frei Galvão, conserva-se o original de seu ato de consagração como escravo a Nossa Senhora, escrito com sua própria letra em 1766, quando tinha 27 anos de idade:

"Saibam todos quantos esta carta e cédula virem, como eu, Fr. Antônio de Sant'Anna, me entrego por filho e perpétuo escravo da Virgem Santíssima Minha Senhora, com a doação livre, pura e perfeita de minha pessoa, para que de mim disponha conforme sua vontade, gosto e beneplácito, como verdadeira Mãe e Senhora minha. E Vós, Soberana Princesa, dignai-vos de aceitar esta minha pessoa, venda, e filial entrega, não duvideis em me admitirdes ao vosso serviço, a este vil servo .... Nas vossas piedosíssimas mãos entrego meu corpo, alma, coração, entendimento, vontade e todos os mais sentidos, porque de hoje em diante corro por vossa conta e todo sou vosso .... Para o que vos ofereço desde agora todos os meus pensamentos, palavras e obras, e tudo o mais meritório que fizer e indulgências que ganhar, para que apresenteis junto com os vossos merecimentos a vosso Filho Santíssimo, dispondo vós de todos eles conforme for vossa vontade .... Sejam também meus intercessores o Arcanjo São Gabriel, e o Anjo da minha guarda, e todos os mais Anjos, de todos os coros Angélicos, e todos os Santos e Bem-aventurados, principalmente meu pai São Francisco, digo, primeiramente os gloriosos Santos vossos pais e esposo, meu pai São Francisco, Santa Águeda, o Santo do meu nome, São Pedro de Alcântara, Santa Gertrudes, meu pai São Domingos, São Tiago Apóstolo, São Benedito, os Reis Magos, São Jerônimo, Santa Teresa, São Francisco de Borja, a minha Mãe Isabel, e Irmãos, e parentes e amigos, se é que todos gozam da vossa vista, como o espero e piamente suponho, e a todos os mais que é vossa vontade que eu peça em particular. E rogo a todos estes referidos Santos que orem a vós por mim, e me sirvam de testemunhas irrefragáveis desta minha filial entrega e escravidão. E para que conste que esta minha determinação foi feita em meu perfeito juízo faço esta Cédula de minha própria letra, e assinada com o sangue de meu peito. Hoje, dia do patrocínio de minha Senhora e Mãe de Deus, 9 de novembro de 1766. De minha Senhora Maria Santíssima indigno servo. a) Frei Antônio de Sant'Anna".

sábado, 17 de outubro de 2009

Maré de Deus...

Um capitão está trazendo seu navio do Mediterrâneo, um mar sem maré, se comparado ao local de destino, um porto inglês.http://img.cancaonova.com/noticias/noticia/271946.jpg

Na boca de entrada ele recebe uma mensagem telegráfica:

"Deixe seu navio solto, esteja pronto em uma determinada hora e a maré trará seu navio para dentro.

" Ele não compreendeu a orientação que era contra toda a sua experiência anterior, mas obedeceu.

Como resultado, o navio foi levantado e levado pela maré até o porto.

Há quanto tempo você está tentando conduzir o barco de sua vida até o porto de seus sonhos?

Talvez já tenha buscado os caminhos da maré a favor e até da maré contrária, sempre com muita vontade e determinação,

mas sem alcançar o sucesso tão almejado.

E por que isso tem acontecido?

Muitas vezes o motivo de nosso fracasso está exatamente na excessiva confiança em nossa própria capacidade.

Julgamos que somos competentes para enfrentar vento a favor e contra, estradas lisas ou esburacadas, terrenos planos

ou montanhosos, e não percebemos que todos esses caminhos são equivocados e não nos levará a lugar algum.

Há momentos em que a única forma de se chegar ao cais da felicidade buscada é através da dependência exclusiva do

Senhor Jesus.

Ao descansarmos na Sua presença, esperando a Sua intervenção e direção, seremos levantados por Seus braços de amor

e conduzidos, mansamente, ao atracadouro de Suas maravilhosas bênçãos.

Você tem insistido em fazer apenas a sua vontade ou tem se deixado levar pela maré de Deus?

Evangelize...

PONTES

http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/378/127/26/2496360.padre_marcelo_e_dilma_rousseff_500_332.jpg

As pontes foram sem dúvida um dos instrumentos mais úteis e que valeram a pena para o progresso da humanidade.

Umas são esbeltas e intermináveis... Outras perecem ter sido desenvolvidas a fim de acolher um conto de fadas...

Muitas mostram o desejo de manifestar a força dos avanços científicos... Outras guardam recordações de mil histórias...

Em algumas os arquitetos, quiseram esconder toda a poesia.

No entanto existe uma que nos foi presenteada desde muitos séculos atrás...

Ela permanece dando o testemunho de sua Beleza, Formosura, Funcionalidade, Ajuda e continua sendo

"A MAIOR E MAIS MARAVILHOSA PONTE DE TODA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE."

"NOSSA SENHORA!"

" O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS.

É queridos, é Jesus e como diz São Paulo:

Aí de mim se eu não evangelizar, aí de mim? Aí de você, aí de nós. Com nosso Anjo da Guarda, Evangelizando!!!!!!!!!

A Semente da Vitória

http://www.abril.com.br/imagem/padre-marcelo-dvd-436.jpgVencer os outros não chega a ser uma grande vitória

Vitorioso é aquele que consegue vencer a si mesmo, combatendo seus vícios e controlando suas paixões.

A vitória sobre nós mesmos é muito mais difícil.

Ela requer mais coragem, mais disciplina e mais decisão.

Mas se você não conseguir na primeira vez, tente de novo.

O simples fato de tentar de novo já será sua primeira vitória.

E não esqueça se tiver Jesus como o centro de sua vida, com certeza sua vitória é certa, porque Ele guiará e

conduzirá seus passos, só precisamos crer!!!

Mosqueteiros de Jesus... Vamos hoje nos entregarmos de todo coração a Jesus, pra que Ele vença todos os

obstáculos que encontrarmos.